Você já ouviu a batida do hip hop francês?

O que você conhece de música francesa? Os clássicos que vão desde Frédéric Chopin, passando por Edith Piaf e chegando ao Serge Gainsbourg? Vou te contar algo que talvez até agora não tenha ideia: o hip hop francês é o que mais toca nas paradas de sucesso na França. Antes dessa explosão musical, o que dominava no país era o rock, mas o rap chegou por lá igual aconteceu em outros países, com muitas fitas cassete vindas direto do Brooklyn (Nova Iorque).

 

A França virou o berço do hip hop europeu e é o segundo maior mercado de discos desse estilo no mundo. Na década de 80, as periferias de Paris, Marseille, Lyon, entre outras cidades, ganharam representatividade com o rap dando voz para a cultura das ruas. Em 1982, em Trocadero (local turístico em frente à Torre Eiffel), começaram os primeiros artistas de rua com ritmos e movimentos do hip hop francês impressionando os turistas. Isso chamou a atenção da mídia, e em 1984, uma das maiores emissoras de televisão francesa, a TF1, lançou um programa de auditório chamado H.I.P.H.O.P. 

Nomes como Booba, MC Solaar e IAM, cresciam ameaçando o lugar da música pop. Na sequência, o Canadá se inspirou nas referências do rap francês e moldaram o seu estilo, lançando o grupo Mouvement Rap Francophone (MRF) de Montréal.


Os rappers vinham de Paris e dos subúrbios, formando uma espécie de caldeirão cultural e marcando presença em clubes pequenos como o Le Globo e o Le Bataclan. Competições de break eram realizadas e a moda das jaquetas bomber, óculos escuros e correntes chamativas começava a povoar as ruas no começo da década de 80. 


Uma dica bacana de leitura, é o livro “Hip-Hop, une histoire française”, do jornalista Thomas Blondeau, publicado em 2016 e que conta como os nomes Dee Nasty e Sidney, por exemplo, se tornaram famosos no circuito do rap e impulsionando o movimento. 


O Paris Hip Hop Festival é o evento mais tradicional, e todos os anos leva para a França artistas do país e de vários outros lugares do mundo. Já o Canadá conta com o Montreal Jazz Fest, que além do jazz, também inclui apresentações do universo do rap, já levando grupos como o Public Enemy, Random Recipe e o curioso Nomadic Massive, que mistura três línguas em suas composições: o francês, o crioulo e o inglês. A cultura hip hop, se formou por meio do intercâmbio de estilos e artistas, e também de outras artes como o graffiti e o breakdance.


Essa diversidade cultural é encantadora. Você já conhecia algum artista do hip hop francês? Escreva aqui nos comentários as suas sugestões musicais!


Bisous!


Elisa

 

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